Quinta, 03 Novembro 2005
Tradição italiana?
A proposta é velha, mas está no site do diário italiano Corriere della Sera. Por conta da crescente queda no número de padres, um sacerdote de Bologna pede que a Igreja Católica abra o debate sobre o fim do celibato para os religiosos. Não seria para qualquer um. Apenas os homens casados de comprovada fé, etc, etc, etc... O site pergunta aos seus leitores se eles concordam. É curioso porque a Itália é o mais tradicional dos países católicos.
Resultado final, com 7.129 votantes:
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| No - 32.39% |
20:08 Escrito por fiume em Religião | Permalink | Comentários (0) |
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O monstro é humano
No início de A Queda, Traudl Junge diz: "Sinto que deveria estar brava com aquela jovem ou que não deveria perdoá-la por não se dar conta dos horrores do monstro, por não se dar conta de onde estava se metendo. A curiosidade me dominou. Eu simplesmente não pensei que o destino me levaria a um lugar onde eu não queria estar. Mesmo assim, é muito difícil me perdoar por ter feito aquilo." É um depoimento sincero. Quem o faz é a idosa sobre a jovem – ela própria – que aos 22 anos se tornou a secretária pessoal de Adolf Hitler, em 1944.
O depoimento introduz o filme em si – e é também seu desfecho: "Ser jovem não era desculpa". A partir da história de Traudl – que seguiu com a vida, morrendo em 2002 –, A Queda recria o desfecho da potência alemã. Mostra Hitler em seus últimos momentos, recluso no bunker sob a Chancelaria Alemã, enquanto o exército russo vai conquistando Berlim.
O interessante é como Hitler é mostrado. O filme dá-lhe uma dimensão humana. Ele é amável com a secretária, com suas assistentes, beija sua pastora alemã. Mas está enlouquecido com a derrota iminente. Despeja ordens aos berros, mostra seu ódio contra os judeus, manda executar o oficial de ligação com o ministro do Interior, porque este está tentando negociar uma rendição – o oficial é cunhado de sua mulher, Eva Brown. Recusa-se sempre a deixar Berlim. O ator que o interpreta, Bruno Ganz, é espetacular. Faz um Hitler banal, bem longe do estereótipo demoníaco.
A cada notícia sobre o avanço russo, um desespero frio toma conta do bunker. Eva conclama todos a dançar, muitos oficiais estão bêbados, outros discutem formas de suicídio. A cena que recria o destino dos seis filhos do ministro da Propaganda, Josef Goebbels, é impressionante.
Fora do bunker, o bombardeio russo é incessante e as milícias da SS executam supostos desertores e cidadãos fugitivos. Berlim está em ruínas.
Imagino uma guerra como o mais real dos pesadelos. A Queda, que ganhou o subtítulo As Últimas Horas de Hitler, mostra o Führer vivendo, enfim, o seu. É um filme genial.
00:10 Escrito por fiume em Filme | Permalink | Comentários (0) |
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