Segunda, 08 Fevereiro 2010
Ela e Outras Mulheres
Livro de 27 contos de Rubem Fonseca com figuras femininas. Nem sempre o narrador é a própria personagem; em muitos casos, são homens a relatar situações com determinada mulher. É de 2006.
As histórias são normalmente de violência e sexo. Leitura fácil, textos curtos, enxutos, diretos, com tipos que vão das classes baixas às altas. Lavínia é bem interessante. Luíza talvez seja o conto mais divertido.
No livro aparece o personagem Especialista, assassino profissional que Fonseca consolidou em seu romance mais recente, O Seminarista. Há 4 contos com ele –Belinha, Olívia, Teresa e Xânia—, todos bons.
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Segunda, 01 Fevereiro 2010
Orgias
Havia anos que eu não lia nenhum livro do LFV —na verdade, também não tenho acompanhado tanto como antes suas crônicas no Estadão.
Orgias é de 2005. Divertido. Ficou, no entanto, uma impressão de que LFV era mais engraçado antes. De qualquer forma, é tão bem escrito e leve que não há como não se divertir.
Acho que a mais engraçada é Da Importância de Ser Fabião, sobre um telefonema por engano.
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Quarta, 27 Janeiro 2010
Caim

José Saramago volta a brincar —ou brigar— com Deus, a exemplo de O Evangelho Segundo o Filho.
Em Caim, falta a grandeza do anterior —a passagem da barca, em que Deus e Diabo tentam Jesus, é genial. Há, porém, uma muito divertida ironia, certamente a melhor característica no livro.
O autor usa Caim como ponte para espezinhar boa parte do Velho Testamento —Babel, Abraão, Jó, Noel... Além de irônico, o Caim de Saramago é descrédulo. Pena que, como mostra a passagem final sobre Noé, para Caim os fins justificam os meios. Algo que não o difere tanto assim do Deus do livro.
23:49 Escrito em Literatura, Livros | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Sexta, 22 Janeiro 2010
O Seminarista
Em O Seminarista, Rubem Fonseca retoma e amplia um personagem de alguns de seus contos de Ela e Outras Mulheres, de 2006. Um assassino de aluguel, o melhor em sua área, denominado Especialista, que recebe os serviços do Despachante —a vítima é tratada apenas como "freguês".
Embora o texto flua, como sempre ocorre com as obras do autor, falta algo que dê mais sabor à trama. Afinal, um hit man que quer, mas não consegue, largar o ofício carece de um quê que não lhe deixe parecer algo já visto...
Outra questão é que, em relação ao Especialista dos contos, o personagem de O Seminarista ganhou tanta sofisticação que parece irreal —soa, sem a mesma verossimilhança, com o Max Von Syndow do filme Os Três de Condor, de Sydney Pollack.
Amante de literatura, declama poesia de grandes mestres para a amada; ex-seminarista, usa latim para explicar as situações da trama. O Especialista de Ela e Outras Mulheres é mais cru, mais tosco, mais... bandido.
00:25 Escrito em Literatura, Livros | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Sábado, 16 Janeiro 2010
Raio
Praia de Juquehy, 10jan2010
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Quinta, 14 Janeiro 2010
Fama & Anonimato
Excelente...
Neste livro estão textos conhecidos de Gay Talese, como as crônicas da Nova York dos 1960 —uma delícia— e a reportagem sobre a construção da ponte Verrazano-Narrows, que liga o Brooklyn a Staten Island, em NY.
Talvez o mais famoso deles seja o perfil que Talese fez de Frank Sinatra, texto de 1965 que a revista Squire republicou em 2003 por considerá-lo o melhor de toda a sua história –a grande particularidade de Frank Sinatra está resfriado é que o cantor se recusou a conversar com Talese.
Pessoalmente, achei sensacional também o perfil do pugilista Floyd Patterson em O Perdedor.
PS.: Presente do Danilo e da Nanci.
13:04 Escrito em Jornalismo, Literatura, Livros | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Sexta, 08 Janeiro 2010
On The Road
Li On the Road na idade errada... Deveria tê-lo feito há uns 15 ou 20 an
os.
Não que eu não entenda a força da obra de Jack Kerouac, sua narrativa calculadamente espontânea sobre amigos numa viagem alucinante pelos Estados Unidos nos primeiros anos do pós-guerra —viagem que o autor realmente fez; os personagens têm, em sua maioria, os seus equivalentes reais.
Mas, neste momento, soou um pouco sem graça e, confesso, o texto em si pareceu pouco elaborado —Truman Capote tem uma frase famosa sobre Kerouac: "That's not writing, it's typing"; exagero, naturalmente, mas mostra o confronto de dois estilos muito distintos de escrita.
Embora o livro constantemente a cite, ele pouco situa a época em que a história se passa. O sentimento presente no fim de década de 1940, quando o mundo se confrontou com o horror, o genocídio e a capacidade de autodestruição, explica boa parte do comportamento da dupla Sal Paradise (o próprio Kerouac) e Dean Moriarty e de seus amigos, que vivem o presente intensamente.
Outra parte vem da influência do jazz, do bebop, das drogas e do sexo –embora estes dois últimos estejam menos presentes do que a fama do livro supõe. Mas em sua viagem sem precedentes, a dupla –principalmente Dean–, mais do que viver simplesmente cada momento, parece apenas chutar o presente para frente, para pegá-lo novamente e em seguida prosseguir. Sem lamentações.
11:34 Escrito em Literatura, Livros | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Domingo, 03 Janeiro 2010
Monalisa
Final 1970
21:52 Escrito em Esportes, Fotografia | Permalink | Comentários (1) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Sexta, 01 Janeiro 2010
1º
1ºjan2010 — 0h38
23:21 Escrito em Cotidiano, Fotografia, Vila Madalena | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Quarta, 30 Dezembro 2009
Vovó
NYC, abril de 2009
12:55 Escrito em Fotografia, Viagem | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Segunda, 21 Dezembro 2009
Anos 80
O pool da gata
O primeiro Valisére
USTOP
Aquarela
Hollywood, o sucesso
Coca-cola é isso aí
Kichute
Doril
Prestígio
Guaraná Taí
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Anos 70
Cotonetes
Cotonetes
Colorama
Bala de leite Kids
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Terça, 20 Outubro 2009
Inseto
Praça Nicolau Limongi, Goiânia
10:51 Escrito em Cotidiano, Fotografia | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Sábado, 10 Outubro 2009
Cadeirada
Vi hoje, 9h30, algo meio grotesco. Logo ao estacionar o carro, havia uma agitação num boteco bem em frente, do outro lado da rua. Um "separa-separa", uma confusão mesmo. Vi duas pessoas no chão do bar, se batendo. Briga, na certa. E era. Quando elas se levantaram, percebi então que eram mulheres. Uma segurava a outra pelos cabelos e dava-lhe socos, punhos fechados, no rosto.
A confusão ganhou a calçada. Daí que uma terceira mulher, que eu não tinha percebido que também estava na briga, veio pra cima da que dava socos. Segurava uma cadeira de metal, fechada. A terceira deu uma puta cadeirada no rosto da outra, daquelas com vontade, como as que se vê em filmes.
Estourou o supercílio da mulher, sangue jorrando por praticamente toda a face, pingando no ombro, no braço, no seio esquerdos.
Surgiu um sujeito gritando, arrastou dali a mulher ferida, que se foi praguejando coisas que não entendi.
Tudo isso no Bar e Lanches Três Irmãos (Bar do Índio), no Bom Retiro, perto de onde jogo futebol.
PS.:
Só pra constar: meu time perdeu de, acho, 12 a 9. Joguei mal. Marquei um gol.
15:13 Escrito em Cotidiano | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Quarta, 23 Setembro 2009
Leite Derramado
Eu até preferiria ter gostado mais de Leite Derramado, seja por simpatia ao autor, seja porque curti seu livros anteriores —adorei Estorvo, gostei de Budapeste e me contentei com Benjamin.
Gostei da forma do texto, de seu jeito leve e calculadamente confuso, principalmente em sua cronologia —afinal, trata-se de um homem centenário narrando sua vida a quem estiver à sua frente. Achei-o criativo.
Mas o fato é que o personagem —mais um fracassado, como nas obras anteriores— não me "prendeu". Ele próprio não fez nada de muito surpreendente em sua longa vida —seria isso o "leite"?; acho que não.
Além do "fundo" histórico, a parte realmente interessante é sua paixão inacabada por Matilde, o ciúme incontrolável, o mistério em torno do abandono, da morte da mulher.
23:15 Escrito em Literatura, Livros | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Terça, 22 Setembro 2009
Cantora
Praia do Forte, Bahia, no domingo
[foi o único salto; confesso que fiquei sem palavras... 40 toneladas]
12:05 Escrito em Aventura, Fotografia, Viagem | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Segunda, 14 Setembro 2009
Minguante
Vista da minha janela, no sábado, 12
[ainda vou conseguir uma foto bacana da lua]
13:02 Escrito em Cotidiano, Fotografia, Vila Madalena | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Quinta, 27 Agosto 2009
Sem bituca?
Farol Madalena, Rua Jericó
10:10 Escrito em Cotidiano, Fotografia, Vila Madalena | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Quarta, 26 Agosto 2009
Sinuca
Atlanta, Lapa
00:41 Escrito em Cotidiano, Folga, Fotografia | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Domingo, 23 Agosto 2009
Trianon
Parque do Trianon
15:59 Escrito em Cotidiano, Fotografia | Permalink | Comentários (0) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Segunda, 17 Agosto 2009
A Sangue Frio
Não sei ao certo por que, depois de tantos anos em redações, só agora fui ler A Sangue Frio, de Truman Capote. O que dizer de um livro sobre o qual tanto já foi dito? Ele é tudo o que já foi dito...
17:17 Escrito em Jornalismo, Literatura, Livros | Permalink | Comentários (3) | Trackbacks (0) | Enviar por e-mail
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Na trilha do velho rio - 13
Penedo, Alagoas
Terça-feira, 17 de agosto de 1999
Chegamos ao fim da jornada. Ontem, enfim. Foi com alegria que testemunhamos o São Francisco se encontrar com o mar, numa confusão em forma de um imenso triângulo.

De carro, fomos a Piaçabuçu, cerca de 30 quilômetros de Penedo e 15 da foz. Alugamos um barco e seguimos descendo o que havia sobrado do rio. Foram 50 minutos até a parada ao lado de uma lagoa, já no delta.
A foz do São Francisco é belíssima. Assustadora. Abre-se um enorme triângulo e já fica difícil saber o que é rio, o que é mar. Pequenas ondas seguem por toda parte, numa agitação contínua. A água é ligeiramente salgada, apenas.
Na areia, há pedaços de troncos de coqueiros e outras árvores, cocos, folhas e toda sorte de coisas trazidas pelo rio, como produtos industrializados – o corpo plástico de uma boneca, por exemplo. De costas para o rio, tem-se a impressão que se formou um grande deserto de areia e entulhos após a passagem de um furacão.

É uma área de proteção ambiental. A pouca presença humana são alguns pescadores, em jangadas ou na praia da foz. Do lado de Sergipe, um farol aponta solitário o que já é mar, rente ao rio. É o que resta de um povoado, contou Arthur, o barqueiro que nos conduziu. Todo o povoado acabou encoberto pela areia, depois que o volume das águas na foz diminuiu pela ação do homem e as embarcações grandes, vindas do mar, deixaram de entrar no São Francisco. Os moradores abandonaram o povoado.

A permanência na foz foi de mais ou menos três horas – apreciando a paisagem ou, simplesmente, saboreando a conclusão do percurso. No retorno a Piaçabuçu, Arthur parou o barco num banco de areia bem no meio do rio. Ficamos no centro do leito, vislumbrando por alguns instantes Alagoas, Sergipe, a foz, o mar e o interior do rio, quando o sol já começava a baixar na margem sergipana. Um cenário difícil de descrever...

Indescritível, contudo, foi a sensação de cair nas águas da foz (até bem à vontade), depois dos dias de jornada. Todo o cansaço foi imediatamente esquecido, cedendo lugar a uma certa euforia. Havíamos concluído uma jornada de cerca de 3 mil quilômetros, pelo curso do rio, da nascente à foz.
Foi um boa aventura. Percorremos cerca de 3 mil quilômetros, dos quais apenas nos 531 entre Xique-Xique e Juazeiro não estive ao volante – ainda me restam mais ou menos 2,5 mil até Goiânia.
Gustavo foi um bom parceiro, apesar das muitas reclamações sobre muitas coisas – manteve coerência quanto a isso, como ele mesmo disse – e parecer demonstrar, com sua pressa de seguir sempre em frente, de chegar logo à foz, que o mais importante era cruzar todo rio – não conhecê-lo bem.
Não foi possível, naturalmente. Conhecer o São Francisco com profundidade nestes poucos dias. Mas pudemos ter uma noção. De como ele é importante para muitos e sobre o povo que vive às suas margens.
Alguns dos integrantes dessa população permanecerão, por razões boas ou ruins. Arthur, por exemplo. Foi estranho vê-lo com o filho. Arthur era o barqueiro que nos levou até a foz. Aparenta muito mais do que seus 42 anos. Tem os cabelos bem grisalhos e o rosto bronzeado e coberto de rugas. Seu filho, um adolescente alto, conduzia o barco, enquanto Arthur permanecia na proa. Comunicavam-se com olhares e sinais. Não se falavam. Permaneceram sempre um na proa e outro na popa. O garoto não disse uma palavra sequer. Foi inevitável tentar imaginar se conversam em alguma hora, em casa, e sobre o que falavam entre si.
Arthur pertence a uma associação de barqueiros que levam visitantes à foz do rio, como explicou. A entidade paga imposto e luta contra os barqueiros clandestinos. No mundo moderno, todos se unem, se organizam e somam forças, até os banqueiros de um pequeno povoado de Alagoas às margens do São Francisco.
O rio é belo e imenso, cercado pela riqueza de alguns agricultores, pela miséria de outros e da maior parte da população que vive às suas margens. Estranho imaginar como seria quando Américo Vespúcio o desbravou – foi o navegador italiano quem o "descobriu", em 4 de outubro de 1501, dia de São Francisco de Assis – ou mesmo quando o francês Auguste de Saint-Hilaire encontrou sua nascente, no século passado. Hoje, é vítima constante das mãos humanas. Está assoreado em tantos trechos e tem tantas barragens que alteram o ecossistema e a vida das pessoas – Arthur contou que as barragens impedem que as cheias tragam material orgânico que serve como adubo para os arrozais nas ilhas nas proximidades da foz, razão pela qual o cultivo caiu drasticamente.
Estou agora em Pontal do Peba, praia quase deserta, em Alagoas, próxima da foz. Há apenas alguns pescadores e carros esporádicos que a usam como pista entre um povoado e outro. Gustavo partiu de manhã para Maceió, onde tomaria um vôo até Vitória. Fiquei mais um dia para descansar. Resolvi ver o mar.
Lembro-me da sensação que tive ao vê-lo no encontro com rio. E se continuássemos? Isso faz toda a jornada dos últimos dias parecer tão pequena...
Foi um sentimento tolo, naturalmente. Mas compreensível. Explico. O homem um dia olhou para o mar e decidiu seguir em frente, não foi? Depois, fez o mesmo com céu. E ainda continua...
Mas minha jornada chegou ao fim. Foram quase 100 cidades no percurso, cruzando cinco Estados da nascente à foz em 15 dias – hoje seria o 16º.
Aqui termina a minha pequena aventura na trilha de um velho rio – o maior totalmente brasileiro. Talvez, algum dia, algum parente futuro encontre esses escritos num canto qualquer. Se disser que teve um antepassado meio maluco, ficarei feliz.
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Procura-se Magoo
Rua Harmonia, Vila Madalena
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Domingo, 16 Agosto 2009
Domingo sem fumaça
Posto 6, Vila Madalena
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Sábado, 15 Agosto 2009
Sábado sem fumaça
Genial, Vila Madalena
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Na trilha do velho rio - 12
Penedo, Alagoas
Domingo, 15 de agosto de 1999
Não foi hoje que concluímos o percurso. Chegamos a Penedo à tarde e adiamos a ida à foz para amanhã. A cidade está um pouco mais distante do mar do que eu supunha.
Saímos cedo de Piranhas. Seguimos com tranqüilidade e paramos nas cidades à margem do rio para olhar: Porto da Folha, Guararu, Propriá. Fomos seguindo pelo lado de Sergipe até Propriá, quando cruzamos a ponte até Alagoas, já perto de Penedo.
Foi interessante ver como a paisagem mudou a partir de Piranhas. Desde que entramos no norte de Minas e no Nordeste, o cenário foi quase sempre de seca. A partir de Piranhas, no entanto, o verde foi aparecendo e mesmo o clima na estrada ficou mais ameno – à sombra, pois o sol continua castigante. Toda a paisagem tornou-se um grande vale verde, repleto de fazendas e plantações. O sertão ficava para trás.

Em Penedo, o São Francisco é largo e começa a ter uma coloração também azul, além do verde. A cidade é também mais bonita do que eu supunha. É feita de puro barroco, em ruas, casas, praças, igrejas. Há várias igrejas, todas belas. Chegamos a acompanhar uma procissão em louvor a Santo Antônio, que partiu de uma igreja pequenina. Abrindo alas para o santo ou seguindo-o, gente bem simples, que parecia ter acabado de sair do banho e vestido suas roupas mais novas. Crianças fantasiadas de anjos, outras de frades e uma banda de adolescentes; velhas senhoras de cabelos presos, a seguir o grupo pelas ruas de pedra sob o sol intenso do meio da tarde.
Chegamos ao fim da segunda semana de viagem. Parece bem mais! Passamos por tantos lugares, vimos tantas pessoas e a paisagem já mudou tanto que é como se estivéssemos na estrada há mais tempo. A Serra da Canastra, onde o percurso foi iniciado, parece bem mais distante, no relógio ou no mapa.
Amanhã tudo termina. Espero... Iremos de carro até um povoado vizinho, Piaçabuçu. Pretendemos alugar um barco de pesca que nos leve ao mar, pelo rio.
PS: 1. Só para registrar, sonhei que minha avó havia morrido. Eu e minha mãe subimos não sei por que no terraço de um edifício. Ela nos seguiu. Parecia cega. Caiu. Tentei impedir que ela chegasse à beira. Não pude olhar para baixo, para vê-la. Minha mãe olhou. Eu chorava muito.
2. Gustavo está preocupado. Cecília o pressiona para voltar.
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Sexta, 14 Agosto 2009
Na trilha do velho rio - 11
Piranhas, Alagoas
Sábado, 14 de agosto de 1999
Piranhas é realmente uma cidadezinha bem interessante. É uma das paradas das quais mais me lembrarei. Gostei muito de suas casas antigas e a bela vista do rio – a mais bonita até agora. Descobri mais algumas informações sobre a cidade numa reportagem exposta na parede da pousada.
Piranhas foi fundada no século 18, como arraial. Começou com pescadores. Segundo a lenda, um deles pescou uma grande piranha e, ao chegar em casa, notou que havia esquecido o cutelo. Disse ao filho que fosse ao "porto da piranha" buscá-lo. O nome ficou.
Sua arquitetura é belíssima. Há várias pequenas casas coloniais, cercadas por ruas de calçamento de pedras. Uma pequena travessia para o passado. Não pude visitar a igreja principal do povoado – Nossa Senhora da Saúde -, pois estava fechada. Data do início do século 19.
Por um bom tempo, Piranhas viveu em torno da estação ferroviária. Era entreposto que distribuía mercadorias vindas da Bahia para as cidades da região. O prédio da estação foi concluído em 1881. Foi autorizado por D. Pedro I em 1854, quando ele estava de passagem rumo a Paulo Afonso. O prédio hoje abriga o Museu do Sertão, que exibe vários objetos de uso corrente do sertanejo e muitas fotos sobre o cangaceiro Lampião, o rei, que foi morto bem perto, embora do outro lado do rio, em Angicos, Sergipe. A cidade foi bem marcada pelo cangaço.
De manhã, tomamos o barco alugado de um pescador, Zé da Marina (sua mãe), até a Praia de Angicos, no município sergipano de Poço Redondo. O local fica em direção à foz. Da praia, seguimos por uma trilha, guiados por Francisco, um garoto magro de uns 13 anos que trabalha como guia-mirim. Cruzamos o lugar, entre mandacarus e caatingas, até a grota onde Lampião, Maria Bonita e seu bando foram executados numa emboscada. A trilha, de aproximadamente 750 metros, foi a que os volantes abriram em 1938 para a emboscada. O rei do cangaço foi morto em 28 de agosto daquele ano.
Francisco – ou Tico, como sua família o chama – contava os fatos da emboscada e um pouco sobre a história de Lampião. Falava com um certo orgulho, ou talvez esta não seja a palavra certa. Gustavo lhe perguntou se considerava o cangaceiro um bandido ou um herói. Para ele, Lampião era um pouco dos dois. Apesar de roubar muitas cidades, ele daria parte do que tirava dos ricos para os pobres, numa espécie de Robin Hood do sertão. Será?

Foi uma experiência inesperada visitar da Grota de Angico. Para um nativo do distante Goiás, sinto, Lampião, Maria Bonita e todo o cangaço soam como algo imensamente longínquo, presente na cultura popular e nos livros de história. Nem sabia que o local da emboscada ficava tão perto do São Francisco. Imaginava que tivesse ocorrido no meio do sertão desértico.
Depois de Angico, voltamos a Piranhas e passeamos a pé pelas ruas estreitas num relevo sempre irregular. No barco, ainda a caminho da cidade, notei uma pequena igreja erguida na margem sergipana, em frente de Piranhas. Perguntei a Zé da Marina o que era. Ele nos contou a história, que soa como uma lenda trágica. Costumava ouvi-la de seus avós.
>Havia uma moça que morava com sua família na margem do rio. Noiva, havia se envolvido com outro homem. Decidira então fugir com ele. Marcou de encontrá-lo num morro próximo da margem. O noivo preterido, contudo, foi avisado e partiu ao encontro dela. A moça ainda esperava o amante quando o noivo surgiu. Tentou fugir e acabou morta. A capela foi erguida em sua homenagem no local do assassinato.

À tarde, fomos à represa da hidrelétrica de Xingó, em Canindé do São Francisco, na margem sergipana. Tomamos um catamarã. Foi um passeio bem (até demais) turístico. Achávamos que iríamos seguir rio acima (o que realmente foi verdade) para ver o canyon até perto da Usina de Paulo Afonso. Ficamos, contudo, apenas no lago de Xingó.
PS: Continuo cansado. Ainda tenho aquele meio desejo de concluir logo a viagem. Mas isso pode esperar. É preciso paciência. A expectativa para amanhã é grande. Iremos a Penedo e atingiremos a foz, o ponto final de nossa jornada.
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Quinta, 13 Agosto 2009
Na trilha do velho rio - 10
Piranhas, Alagoas
Sexta-feira, 13 de agosto de 1999

Estou no alto de um morro em Piranhas, uma pequena e bonita cidade de Alagoas. Gustavo dorme na pousada. O sol já se escondeu atrás de um morro. Vislumbro as águas verdes do São Francisco correrem em meio a pedras, entre morros. Visão magnífica!

(Neste morro há um monumento do povo do século 19 ao povo do século 20. Tive de subir 364 degraus até aqui.)
Decidimos deixar Paulo Afonso ainda de manhã. O plano era que passássemos a noite lá, pois estamos cansados. Mas depois do programa na Usina de Paulo Afonso, que terminou cedo (umas 10 horas), resolvemos seguir em frente.
Estou cansado. Fiquei resfriado e um pouco desidratado. Pela primeira vez na viagem, senti vontade que ela terminasse logo ou que parássemos um pouco. Mas já estamos muito próximos da foz. Logo poderei descansar.
A visita à Usina de Paulo Afonso foi boa. Curta, mas suficiente. Percorremos com o guia (como exigido) boa parte das instalações. Pudemos ver o canyon belíssimo formado pelo rio na região. É bem grande. Também pudemos ver a Usina de Delmiro Gouveia, de que já havia lido nos livros de história. É pequenina. Mas não para 1910, quando foi construída pelo dono de uma tecelagem, que acabou assassinado, provavelmente por ingleses que queriam se livrar da concorrência – a segunda versão é que Gouveia morreu a mando de coronéis por questões econômicas e políticas. Foi um pioneiro.

Seguimos de carro rumo a Canindé do São Francisco, em Sergipe, que pensávamos ficar à margem do rio. Há, porém, apenas uma cidade operária abandonada. Por causa da Usina de Xingó, Canindé foi transferida para um lugar mais alto. No percurso, vimos a Hidrelétrica de Xingó e sua represa.
Chegamos então a Piranhas. É uma cidadezinha fincada na margem alagoana do rio, entre morros. Tem casas coloniais, construções antigas e uma pequena praia, cheia de bares.

É bem tranqüila. Daqui do morro, ouço as vozes distantes das pessoas conversando, o barulho dos poucos carros existentes, o piado distante de pássaros, os cachorros latindo, os grilos... Já é noite.

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Quarta, 12 Agosto 2009
Na trilha do velho rio - 9
Paulo Afonso, Bahia
Quinta-feira, 12 de agosto de 1999
Alugamos um carro em Petrolina (aumentei meu prejuízo) e partimos. Passamos rapidamente por algumas pequenas cidades às margens do rio. Gustavo estava com bastante receio do trecho da estrada até Cabrobó, em Pernambuco, conhecido pelo índice alto de assaltos. Mas não houve problemas. Fizemos o trajeto durante a manhã. Estávamos no famoso Polígono da Maconha.
Após pararmos rapidamente em Santa Maria da Boa Vista e Orocó, chegamos a Cabrobó, cidade conhecida pelo plantio de maconha. Entramos na cidade para chegar até o rio. Chegamos a uma pequena e estreita ponte que cruzava um braço do São Francisco até uma ilha, tão grande que não parecia que do outro lado haveria o outro braço. Só havia espaço para um carro na ponte, de tão estranhamente estreita.
Seguimos pela ponte para tirar algumas fotos (um grupo de lavadeiras na margem e o que parecia um acampamento de sem-teto, na ilha). Do outro lado da ponte havia um portão. Ficamos curiosos, mas decidimos voltar de ré para prosseguir a viagem. Por azar, um caminhão, porém, havia entrado também na ponte. O jeito foi seguir com o carro até o tal portão. Havia dois homens que controlavam a entrada.
Pedimos para entrar por alguns instantes, apenas para fazer a manobra de retorno. Mas a dupla não concordou. Disse que não era possível. Apenas o "chefe" poderia autorizar a entrada e ele havia saído. Foi incrível e inacreditavelmente ridícula a situação. Estávamos presos, com uma grade à frente e um caminhão atrás.
Na entrada do local havia uma placa: Fundação Nacional do Índio – FNI. Ainda não conseguimos entender o que se passou. Não eram índios os homens que controlavam o portão nem os que estavam nos caminhões (havia outros atrás do primeiro) nem o grupo de pessoas que vimos um pouco mais longe, dentro do lugar. Também estranha era a sigla FNI, em vez de Funai.
Insistimos com a dupla de porteiros, sem sucesso. Gustavo tentou conversar com o motorista do caminhão. Sem resultados.
Apareceu então um sujeito jovem, de uns 25 anos. Talvez fosse o "chefe", não sei. Da janela do carro, expliquei que queríamos apenas fazer a manobra. Ele se aproximou do carro, na janela do motorista (eu, no caso), fazendo questão de mostrar o volume que havia em sua cintura, por baixo da camisa. Expliquei novamente o que pretendíamos, enquanto ele dava um rápida olhada no interior do veículo.
Fomos então autorizados a entrar. Fiz a manobra com o carro, pretendendo deixar logo o lugar. Mas um dos caminhões que esperavam na ponte pifou. O motorista não conseguia fazer o motor pegar. Eu mantinha motor ligado, a marcha engatada, pronto para partir. Foi preciso que o caminhão fosse empurrado. Esperamos que todos os veículos passassem pelo portão e conseguimos partir.
Foi uma situação realmente estranha. Ainda não sei bem o que aconteceu nem quem eram aquelas pessoas.
Seguimos então a viagem, margeando o São Francisco por Pernambuco, até o município de Floresta. A partir dali, a estrada tornou-se horrorosa. O asfalto simplesmente desapareceu. Foram 65 quilômetros de buracos, o que nos custou aproximadamente duas horas até Petrolândia.
Próximo da cidade, já avistávamos o lago imenso da barragem de Paulo Afonso. A partir dali, vimos imagens belíssimas, com o sol já baixo.
Petrolândia não parecia ser uma cidade rica nem grande, mas tinha uma orla no lago bem feita e bonita.
Continuamos o percurso rumo a Paulo Afonso. Por um pequeno erro do navegador (Gustavo), não seguimos para Glória, já de volta à Bahia, e entramos em Alagoas. Foi apenas um pequeno trecho no Estado, até cruzarmos o rio até a Bahia, chegando a Paulo Afonso.
A cidade é grande e parece ter sido planejada. Tem ruas largas e bem iluminadas. Espero que as bela imagens continuem surgindo.
PS: 1. Deixei o carro na concessionária em Juazeiro, solicitei a vistoria – de acordo com as instruções da seguradora. Solicitei urgência nos procedimentos e no conserto. Disse que estaria de volta em uma semana. E parti.
2. Perdi meus outros óculos escuros, os de supermercado.
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Terça, 11 Agosto 2009
Na trilha do velho rio - 8
Juazeiro, Bahia
Quarta-feira, 11 de agosto de 1999 (Dia do fim do mundo)
O fim do mundo foi tranqüilo em Juazeiro...
Hoje, finalmente navegamos pelo São Francisco. Contratamos um barqueiro e fizemos um passeio das 11 às 18 horas.
Fomos contra a correnteza, margeando o lado baiano do rio. O barco pequeno seguia devagar. Não tinha mais do que 5 metros e era bem estreito. Fomos observando lentamente a paisagem, muita vegetação, algumas praias, embarcações ancoradas e muitas ilhas no rio, que calculo tivesse mais ou menos 500 metros de largura.
Paramos numa destas ilhas, onde havia uma praia bonita, repleta de barracas. Estava semi-deserta e pudemos ficar tranqüilos a observar o rio. Tinha um nome curioso. Chamava-se Ilha do Rodeadouro. Não descobri por quê.
Navegar pelo São Francisco, mesmo nesta pequena embarcação, foi um experiência gostosa. A paisagem é bonita e pacífica.

As águas verde-mar do imenso leito "encontram-se" com o céu, formando um cenário de cores irmãs. Havia um exército de nuvens gigantescas no céu, que ora escondia o sol, ora não, tocadas pelo vento forte numa marcha ritmada. Um horizonte verdadeiramente deslumbrante.
Depois de deixarmos a Ilha do Rodeadouro, seguimos um pouco mais adiante, sempre observando a paisagem, ora na margem baiana, ora na pernambucana, e sentindo o vento forte na pele.
Pedi a Antônio, o barqueiro, que prosseguíssemos até um ponto em que poderíamos voltar e ainda assistir ao pôr-do-sol no barco. O sol deixa um imenso reflexo nas águas verdes do rio. Tirei muitas fotos. Espero que algumas tenham ficado boas.
Chegamos de volta a Juazeiro quando a noite já vencia o dia. Gustavo adorou o passeio. Tomou inúmeros banhos no rio e disse que estava tendo um dia de férias comme il fault.
À noite, depois de passarmos pelo hotel, cruzamos a pé a longa ponte até Petrolina. Ainda não havíamos estado em Pernambuco. Ficamos pouco tempo na cidade, mas é certamente mais avançada que Juazeiro. Tem mais movimento na orla, embora a de Juazeiro seja mais bonita, talvez pelo fato de o calçadão estar mais próximo do rio.
Petrolina tem alguns poucos edifícios de apartamentos (se é que isto é indicador de desenvolvimento). Um fato curioso foi o trânsito, bastante organizado e bem sinalizado. Motoristas e pedestres são educados. Fiquei surpreso ao notar que os veículos paravam assim que o pedestre punha o pé na faixa para cruzar a via.
Apesar de Juazeiro e Petrolina serem mais desenvolvidas que as cidades que havíamos percorrido antes, como Januária e Bom Jesus, preferiria estar em cidades como estas últimas. Nelas, havia pequenas coisas que considerei mais ricas culturalmente, embora isso possa parecer uma defesa da miséria. Não é. Não vi em Juazeiro casas coloridas e pequeninas como as de Januária, nem achei aqui personagens como Judite (ou Xuxa!), que vestiu seu bonito vestido branco só para que eu a fotografasse.

(Ela ainda me perguntou se ia aparecer na televisão por causa disso. Quando respondi que não e expliquei que levaria a foto dela para São Paulo, ela sorriu e disse: "Então o povo de São Paulo vai me ver, ora!")
Também não achei aqui pessoas como o lavrador José, cuja carona me fez sentir bem (será que seu filho se recuperou?) ou o velho bêbado que fotografei em Januária e dizia que iria comprar uma escopeta para matar um sujeito que queria fazer sexo com ele (bem, ele contou isso usando outras palavras...) ou as muitas pessoas que, ao me ver com o equipamento fotográfico, pediam que eu tirasse uma foto delas (Foi divertido. Era noite, eu usava o tripé. Pedia a todos que se juntassem e fizessem "pose". Eles enrigessiam corpo, deixando-o ereto e sorriam). Nem a velha de olhos caídos que em sua prece, em Bom Jesus, se lembrou nas três vezes de pedir pelo Brasil.
Achei-os personagens mais ricos que os que encontrei aqui. O barqueiro Antônio, por exemplo, pouco pôde nos contar. Só temo que estas afirmações possam soar como pregação da pobreza. Não são.
PS: 1. Gustavo fez um comentário de certa forma sarcástico sobre o acidente com o burro. Soou como uma insinuação sobre minha responsabilidade. Não é que não esteja certo. Gustavo iniciou uma road trip com a carteira de habilitação vencida há três anos. O aviso foi feito dentro do carro.
2. O carro permanece na concessionária. Solicitei de manhã, antes das 10 horas, um orçamento. Depois de insistentes ligações, às 18 horas ainda não estava pronto. Mau sinal....
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