Domingo, 23 Outubro 2005
Eu vou vivendo...
São duas opções. Só uma ligada à vida.
Eu voto sim e vou vivendo...
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Sábado, 22 Outubro 2005
Exemplo católico
Exemplo de por que não se pode confiar na Igreja Católica:
Na mensagem final do 11º Sínodo de Bispos, que traz as propostas que nortearão o trabalho de Bento XVI, os bispos pedem aos católicos divorciados que voltaram a se casar que mantenham a alegria de ser católicos e participem ativamente das atividades religiosas, como a missa dominical, mas reiteraram que só aqueles que se casaram de novo e não mantêm relações sexuais com os cônjuges podem comungar. E, neste caso, a Igreja aconselha que eles façam isso com discrição, num templo onde não sejam conhecidos, para evitar que alguém se ofenda ou se escandalize.
EFE
00:20 Escrito por fiume em Religião | Permalink | Comentários (0) |
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Sexta, 21 Outubro 2005
Jobim, de novo
Ouvindo Jobim, acabei me lembrando de sua morte, em 8 de dezembro de 1994 – mesmo dia em que Lennon morreu, 14 anos antes. Foi um episódio estranho para mim. Eu havia acabado de chegar ao jornal quando me deram a notícia. Foi uma surpresa para todos. A redação do Estadão passou o dia bem mais silenciosa do que normalmente. Eu tinha começado a trabalhar no jornal havia um mês, achei que, sei lá, aquilo poderia ser algo normal. Mas nunca mais aconteceu. Nunca mais vi a redação em luto daquele jeito. Todos estavam tristes, cabisbaixos.
Mas o melhor – quer dizer, o pior – foi a manchete do jornal no dia seguinte, a única diferente de todos os grandes do País: "Jatene será o ministro da Saúde". Dá para acreditar? Perfeita sintonia, não? Pena não dar para eu reproduzi-la aqui, pois o arquivo digital do jornal começa em 1996.
Outra coisa estranha foi a homenagem de São Paulo ao compositor. Tudo bem que ele não tinha lá uma grande proximidade com a cidade... Mas a homenagem precisava ser aquela passagem subterrânea na Avenida Tiradentes?
01:00 Escrito por fiume em Música | Permalink | Comentários (0) |
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Quinta, 20 Outubro 2005
Inédito, de novo
Ando ouvindo de novo Tom Jobim Inédito. Meu irmão me fez uma cópia do CD do meu pai – sempre ouvia quando ia pra Goiânia. A gravação é de 1987, mas o CD duplo só foi lançado em 1995 – daí o “inédito”. Estava fora de catálogo, mas relançaram há pouco. Mais perfeito que este só Elis & Tom.
01:00 Escrito por fiume em Música | Permalink | Comentários (0) |
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Terça, 18 Outubro 2005
Há limites para a vingança?
O cara bêbado é resgatado pelo amigo na delegacia. Numa cabine telefônica, fala para a filhinha aniversariante que já está indo para casa. Enquanto seu amigo fala ao telefone, o cara desaparece. Surge num apartamento estranho. Dão-lhe comida por uma abertura na porta. Ele implora por saber o que está acontecendo.
No estranho cárcere, ele vê na TV que sua mulher foi assassinada. O repórter informa que ele, já desaparecido havia um ano, é o principal suspeito. Suas digitais foram encontradas na casa. Ele planeja fugir.
Passam-se 15 anos. Eis que é libertado. Aparece dentro de uma mala, num gramado no teto de um edifício. O cara vê uma pessoa. Ele cheira, toca o corpo, o rosto do homem. Trêmulo, toma sua mão e a faz tocá-lo. Emociona-se por rever, finalmente, um semelhante. O semelhante tem um cachorro nos braços e informa-lhe que está prestes a se atirar do parapeito.
O cara conta-lhe sua história e decide viver, descobrir o que está acontecendo, quem lhe pôs naquela situação. Quer vingança. No elevador, vê uma mulher, “uma fêmea”. Enquanto atravessa a rua em frente do edifício, o corpo do semelhante destrói um carro estacionado.
Ele pára em frente de um restaurante. Um desconhecido aproxima-se e entrega-lhe um celular e uma carteira com dinheiro. Diz-lhe que de nada adianta lhe perguntar algo, pois ele nada sabe.
No restaurante, ele conversa com a garota bonita que prepara comida no balcão. Diz a ela que mulheres não são boas para fazer sushi, pois têm as mãos quentes. Pede a ela que lhe prepare algo vivo. Toca o celular. É seu inimigo. Nega-se a lhe dizer quem é.
A moça busca o animal e o mostra a ele. Prepara-se então para fatiá-lo. Ele toma o animal e o põe na boca. Ficam os tentáculos vivos para fora de sua boca cheia, enrolando-se em seu braço. Ela toca-lhe a mão para mostrar-lhe que a dela não é tão quente. Ele desmaia.
O cara acorda numa cama e vê que ela está lendo os cadernos dele, nos quais narra sua história. Ele os toma de volta. Ela olha o termômetro e diz que o antitérmico fez efeito. Ele diz que a falta de sol deixou seu corpo sem vitaminas e, conseqüentemente, sem resistência a gripes. Pergunta a ela o que era a cartela de medicamento. Ela responde que eram supositórios. Como ela poderia dar-lhe o antitérmico se ele estava desacordado?
Ela vai ao banheiro. Senta-se no vaso. Ele arromba a porta e tenta agarrá-la à força. Ela o rechaça. No quarto, ele se diz envergonhado. Ela diz que sabe que ele está perturbado. Ela o perdoa.
São os primeiros 30 minutos de Oldboy, do coreano Park Chan-Wook, vencedor do prêmio do júri no Festival de Cannes de 2004. E a sucessão de acontecimentos estranhos continua.
É mesmo um filme estranhíssimo. Mas como é bem filmado! Como é bem editado, bem contado! Tem um quê de quadrinhos, mas a edição é tão cinematográfica.
Pode-se até não gostar dele, não é mesmo uma obra fácil e uma cultura tão distante quanto a coreana causa uma certa estranheza. Mas é impossível deixar de reconhecer que se trata de um filme criativo e muito bem feito.
Tem lá seus exageros, como as cenas grotescas – a do animal vivo e a da língua são difíceis mesmo de ver. É também um filme violento. E o pecado do protagonista parece um tanto quanto leve para uma pena daquele tamanho.
É uma história sobre a vingança. O desfecho para a busca por vingança do protagonista é surpreendente. Inimaginável até. Há limites para se vingar?
23:35 Escrito por fiume em Filme | Permalink | Comentários (0) |
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